flash do cadeirante

4 de dezembro de 2018

Meu triciclo com plataforma acessível



Finalmente, depois de mais de 3 anos fazendo minhas economias consegui montar o #TRICICLO-ADAPTADO-COM-PLATAFORMA-ACESSIVEL



Porquê fiz questão de um triciclo com plataforma? Primeiro de tudo por eu ter cifo escoliose, e por esse motivo não tenho equilíbrio de tronco, e com a plataforma eu poderia e posso piloto com comodidade sentado na minha propróp cadeira de rodas.

Logo nos primeiros testes eu sequer acreditava que conseguiria dominar o triciclo, o medo era grande, e me perguntava! joguei dinheiro fora não vou da conta de pilotar.
 



Mais quando você vai acreditando em você, e claro com umas práticas pronto a liberdade é muito maior, do que eu imaginava poder ir. 
Esse é meu amigo Alberto! Outro amante de triciclo.

28 de fevereiro de 2016

Rio 2016 testa acessibilidade no Torneio Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas



Atenção a detalhe e soluções para ganhar tempo no embarque e no desembarque arrancam elogios de atletas do evento-teste


Ônibus acomoda até oito atletas em cadeiras de rodas, mais bancos para os que podem se deslocar  (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Ônibus acomoda até oito atletas em cadeiras de rodas, mais bancos para os que podem se deslocar (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
O Torneio Internacional de Rugby em Cadeira de Rodasevento-teste para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, é um desafio para os organizadores no quesito transporte com acessibilidade. É importante que o sistema funcione corretamente, especialmente por envolver deslocamento de um grande número de pessoas que usam cadeira de rodas. Três ônibus foram adaptados para receber vários cadeirantes simultaneamente, e rampas para facilitar o embarque foram instaladas em áreas como hotéis e a Arena Carioca 1. Os atletas têm aprovado a operação.

“Desde que desembarcamos no aeroporto todos estão cuidando de nós. Tudo está 100% acessível: ônibus, hotel, academia. Parabéns para o Brasil”

David Willsie, da equipe canadense de rugby em cadeira de rodas
José Higino, da seleção brasileira, também elogiou. “Eu posso dizer que esta ideia de colocar rampas nos hotéis e na arena ficou bem bacana porque não se perde o tempo usando o elevador do ônibus. Todo mundo entra de uma vez, fica bem mais rápido”, observou.
Imagem Rio 2016Rampas estão tornando o embarque dos atletas mais ágil (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Acessibilidade aprimorada
Além da criação de rampas de acesso e ônibus adaptados, foi dada atenção a vários detalhes como os depósitos para as cadeiras de rodas das equipes dentro da Arena Carioca 1.  “A gente refinou algumas coisas detectadas no evento de basquetebol em cadeira de rodas. Fizemos adaptações do dia a dia”, explicou Rodrigo Garcia, diretor de Esportes do Comitê Rio 2016. Os elogios, segundo ele, não significam que todos devem se dar por satisfeitos. “Eventos como este são importantes para terminar o planejamento e refinar as nossas operações."
Todas as soluções foram resultado de um trabalho de equipe que está movimentando cerca de 30 pessoas no evento-teste., Entre elas estão Ananias dos Santos e Fernando Dolabella, respectivamente especialista em Transportes e coordenador de Transportes de Equipes Comitê Rio 2016. “No evento-teste estamos usando três ônibus adaptados e um urbano comum”, contou Dolabella. O coordenador explicou que tudo que foi elaborado em termos de acessibilidade nos transportes para os Jogos Rio 2016 teve aval do Comitê Paralímpico Internacional (CPI): “Os projetos iam e voltavam até chegarmos a um denominador comum”.
Imagem Rio 2016Segurança também é um aspecto importante no transporte de atletas Paralímpicos (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

 

O desafio do tempo

O diálogo entre o Comitê Rio 2016 e o CPI levou a boas soluções como a do projeto das rampas de acesso, que deverão ser cerca de 80 nos Jogos Paralímpicos. “A gente fez tudo baseado nos pedidos do Comitê Paralímpico Internacional. Eles pedem até nove graus de inclinação, sendo que nós tínhamos adaptado uma rampa para cinco graus. No fim a gente adotou um meio termo para que todos tivessem a maior comodidade possível”, conta Dolabella.

"Com a rampa, estamos embarcando todos os atletas no ônibus em um minuto e meio, dois minutos. Com o elevador, iríamos levar 20 minutos"

Fernando Dolabella, coordenador de Transportes de Equipes Comitê Rio 2016
O coordenador ressaltou que tempo é um fator importante nos Jogos Paralímpicos. “Se a gente usasse o elevador que existe hoje em dia em veículos para pessoas com deficiência motora, iria levar 20 segundos para embarcar cada atleta. No fim, levaríamos 20 minutos para acomodar todo mundo”, ponderou. “Com esta rampa, que vai ser usada nos Jogos Paralímpicos, a gente vai conseguir atender de forma eficiente o transporte e fazer um serviço 100%”. 
Ananias Dos Santos explica que os veículos que estão sendo usados no evento-teste são os mesmos em circulação na rede de transporte urbana do Rio - mas com algumas modificações para que possam receber mais de uma pessoa com dificuldades de locomoção. “Hoje os ônibus têm boxes para oito cadeirantes, mais seis transferíveis (pessoas que usam cadeiras de roda mas têm condições de se deslocar para bancos) e mais nove assentos normais. A gente tem 23 assentos hoje dentro deste carro urbano adaptado, que está atendendo muito bem”, informou.

17 de fevereiro de 2016

‘Travessia’ inova no transporte porta a porta de cadeirantes do país






Transporte dos cadeirantes será realizado em veículos, do tipo van, adaptados e climatizados. Foto: Divulgação
Transporte dos cadeirantes será realizado em veículos, do tipo van, adaptados e climatizados. Foto: Divulgação
Veículos adaptados para cadeirantes, que buscam os usuários em casa e levam-nos a consultas, ao shopping, ao cinema, à praia e de forma gratuita. A partir da próxima quinta-feira, dia 18, essa será uma realidade para quem depende da cadeira de rodas e mora em um dos quatro municípios da região metropolitana de São Luís. Na data, o Governo do Maranhão, por meio da Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB), lança o inovador Travessia, Transporte Especial Gratuito para a Pessoa com Deficiência, Usuária de Cadeira de Rodas.
O projeto vai funcionar por meio de agendamentos e garantirá o transporte para o cadeirante e um acompanhante. De acordo com o coordenador do Travessia e assessor técnico da MOB, Rafael Ribeiro, iniciativas como essa já existem em outras duas capitais brasileiras – São Paulo e Vitória -, mas o projeto maranhense traz importantes inovações.
“Nas outras cidades, esse serviço é restrito ao transporte para consultas, fisioterapia e serviços hospitalares e, há ainda, em São Paulo, a necessidade de remuneração. No Maranhão, o serviço Travessia inova interligando municípios. O serviço é completamente gratuito, busca em casa ou então o mais próximo possível do endereço em que o usuário está, para aqueles casos em que não há acesso do veículo e, além disso, vai funcionar aos finais de semana e levar o usuário para onde ele quiser”, informou o coordenador.
Subsidiado pelo Governo do Estado, o serviço recebeu investimentos de R$ 3 milhões e é parte das iniciativas que promovem a inclusão social e cidadania, além da gestão pública de serviços essenciais, como informou o presidente da MOB, Artur Cabral.
“Será um grande marco para a inclusão em nosso estado e é mais um dos resultados da atuação do Estado onde nunca houve, se fazendo presente e defendendo o interesse da população”, declarou Cabral.
O serviço
Com capacidade de atendimento para até 1000 passagens/mês, o Travessia será executado em quatro veículos do tipo VAN, adaptadas, climatizadas e com capacidade para levar até três cadeirantes e seus acompanhantes, além de espaço para os pertences dos passageiros. As viagens serão realizadas de 8h da manhã às 20h mediante agendamento prévio, com no mínimo 48 horas de antecedência, por meio da Central DISQUE-TRAVESSIA. O cadeirante terá o destino à sua escolha, ficando submetido apenas à roteirização da frota, trabalho que será feito por meio de software para melhor aproveitamento do serviço.

16 de novembro de 2015

Ser mulher de um cadeirante!





Ser mulher de um cadeirante!
( By C. Salgado)

Ser mulher de um cadeirante pode parecer tarefa fácil, mas ser "A" mulher de um cadeirante traz algumas regrinhas.
Primeiro e mais óbvio: ame-o verdadeiramente, com seu coração.
Segundo: ame-o com seu pensamento.
Terceiro: ame-o com seu corpo.
Ser mulher de cadeirante é  olhar para o lado e enxerga - lo  na altura da sua cintura, o que não quer dizer que ele não possa ser MAIOR que você em muitas coisas.
Ser mulher de cadeirante significa que você sempre estará preocupada com a tal " acessibilidade" e essa palavra passará a fazer parte da sua rotina. E se prepare, você ficará raivosa quando perceber que a acessibilidade só existe nos projetos de lei e que, na prática,  vc e ele vão sempre ter que dar um jeitinho.
Ser mulher de cadeirante é reinventar o sexo e descobrir prazeres e posicoes que vc nem imaginava. É finalmente encontrar " aquele cara" que gosta e entende de preliminares! Uau!
Ser mulher de cadeirante é montar e desmontar cadeira muitas vezes ao dia, virar mestre em abrir espaço no porta malas, banco traseiro, etc e fazer isso com entusiasmo e alegria quase infantil. (P.S: Descobri que eu tenho ciumes da cadeira dele. Juro! Quando alguém vem ajudar a desmontar, eu tenho vontade de morder...Grrrr. Vai entender, né?)
Ser mulher de cadeirante é  viver no desconhecido, porque por mais que você pergunte, leia, se informe, a verdade é que cada caso é um caso, e cada dia pode se apresentar diferente.
Ser mulher de cadeirante é passar dar um valor inacreditável a banheiros públicos com acessibilidade e também estar sempre preparada para caso esses banheiros não existam. E pra ser sincera, eles de fato não existem!
Ser mulher de cadeirante é entender que apesar dele passar o dia sentado, ele chega a noite exausto, porque seus esforços físicos demandam sempre mais energia e força.
Ser mulher de cadeirante é perceber a sutil diferença entre quando ele  "precisa" que você o ajude e quando ele "não quer" que você  o ajude.
Ser mulher de cadeirante é você se tornar uma "expert" em fazer trocas! Troca de rua, troca de bares, troca de calçada, troca de roupa, troca de fraldas as vezes, troca de rotina.
Ser mulher de cadeirante é  você mudar o ritmo. Desparafusar o relógio.  Mudar o passo ou o compasso. Fazer no tempo dele.
Ser mulher de cadeirante é  você conviver com os olhares curiosos e também com os fetichistas ( siiimmm, tem muito!!)
É  ter vontade de saber lutar jiu - jitsu,  pra se defender de tudo ou de todos. É  aprender, na marra, a conviver com caras e bocas que você nunca antes tinha reparado.
Ser mulher de cadeirante é penetrar pelo universo das readaptações e reabilitações,  e finalmente entender quem é  essa tal da célula -tronco. É  desejar  que exista um mercado de medulas ósseas novinhas, pra você ir lá e pegar uma na prateleira... e descobrir que T4, C3, L2, não sao nomes de  vitaminas.
Ser mulher de cadeirante é acordar de manha querendo fazer tudo outra vez.
É  no dia em que você sai de casa sozinha e não tem cadeira pra desmontar....sentir um vazio enorme...um nó na garganta...que eu  chamo de saudade, e alguém pode dizer que é  amor.
Ser mulher de cadeirante é  um exercício de entrega, generosidade, compreensão e parceria.
Mais que isso...
Ser mulher de cadeirante é  ser absurdamente feliz e realizada com essa dupla : ele e sua cadeira de rodas (claro...vc aprende a gostar da cadeira tambem, porque eles são quase inseparáveis).
Ser mulher de cadeirante é acreditar que ele precisa de você,  para só então compreender que é  você quem precisa dele!


17 de setembro de 2015

Volare Access em Santos


Fonte: Revista Autobus
Foto: Ana Paula Pimenta



Promover condições adequadas de transporte público para pessoas com mobilidade reduzida é uma obrigação que as cidades precisam respeitar.

Santos, no litoral paulista, passa a contar com três unidades do micro-ônibus Volare Access, na versão urbana com piso baixo em seu serviço Seletivo.
Esse modelo está equipado com motor traseiro e dimensões reduzidas (PBT de 9.200 kg, comprimento de até 9.000 mm, altura externa de 3.130 mm e largura de 2.360 mm), o que facilita toda a operação.
A configuração disponibilizada para o transporte santista conta com 25 poltronas reclináveis em tecido e com cinto de segurança abdominal, vidros colados, monitor de entretenimento, som ambiente e internet sem fio (wi-fi) gratuita para os passageiros.

De acordo com a direção da fabricante gaúcha Volare, o veículo foi projetado e concebido para oferecer total acessibilidade, mais conforto e segurança para os passageiros e atender à crescente demanda nacional por transporte coletivo, seletivo e escolar, com o mais elevado padrão de qualidade.

Fonte: http://www.onibusparaibanos.com/2015/08/volare-access-em-santos.html

Rio de Janeiro testa novo tipo de elevador em ônibus



Fonte: EBC
Fotos: Rodrigo Gomes / Ygor Nascimento



Dez ônibus estão rodando com um novo tipo de plataforma elevatória para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida. De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes, como a nova plataforma só pode ser acionada pelo motorista e não fica na mesma porta de saída dos outros passageiros, o risco de danos e a necessidade de manutenção é menor. O tempo de operação e a dificuldade de manuseio também é reduzida em comparação ao equipamento presente na maioria dos ônibus do estado. Apesar disso, Ana Claudia Monteiro, cadeirante que utiliza o transporte público, ressalta que o ideal seria a adoção de um modelo de ônibus com piso rebaixado, como o dos BRTS.

O secretário estadual de transportes, Carlos Osório, justificou que entre os modelos de plataforma, o que está sendo testado no Rio de Janeiro é o mais moderno. E disse que, apesar das vantagens dos veículos com piso rebaixado, o governo insiste no uso de plataformas pela maior facilidade de adaptação da frota de ônibus. 

Osório afirmou ainda que o Departamento de Transportes Rodoviários tem feito fiscalizações para combater problemas comuns apontados por Ana Cláudia: ônibus sem plataformas, elevadores que não funcionam ou motoristas que não foram treinados para manuseá-los. De acordo com ele, de janeiro a agosto deste ano 260 infrações referentes a problemas como esses foram aplicadas em todo o estado. É o fim deste mês, outros dez ônibus vão testar a nova plataforma por um período de 60 dias. Se o resultado for positivo, o objetivo da secretaria é fazer a substituição gradual em toda a frota interestadual.

Fonte: http://www.onibusparaibanos.com/

Rio da Paralimpíada sofre com calçadas esburacadas e acessibilidade precária


No dia 21, comissão da Alerj entregará ao governador Luiz Fernando Pezão mapeamento dos principais problemas detectados nos pontos turísticos e instalações urbanas

GABRIEL SABÓIA
Rio - O prazo é curto, mas o desafio é grande. Falta menos de um ano para que número recorde de pessoas com algum tipo de deficiência aporte no Rio para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos — seja para competir, ou mesmo para acompanhar as competições. A acessibilidade da CidadeMaravilhosa estará à prova sob a vigilância de olhares internacionais.
Não por acaso, dia 21, Dia Nacional da Pessoa com Necessidades Especiais, a comissão destacada da Alerj entregará ao governador Luiz Fernando Pezão mapeamento dos principais problemas detectados nos pontos turísticos e instalações urbanas. Apesar dos tímidos avanços nos últimos anos, como adaptações na rede hoteleira, o estado de conservação das calçadas e o número diminuto de táxis adaptados ainda são vistos como ‘calcanhares de Aquiles’, aponta a deputada Tânia Rodrigues (PDT), coautora do levantamento.
Wladimir sofre com as calçadas intransitáveis do Grajaú, de onde sai com seu irmão cadeirante, Will, que dá aula no Andaraí
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Chegar ao Rio é uma aventura desagradável para cadeirantes. Ao sair do saguão de desembarque dos aeroportos, o turista pena até encontrar veículo adaptado para o traslado até o local em que ficará hospedado. Isto porque apenas 52 táxis (de uma única cooperativa) estão capacitados. Nenhum à espera de turistas, em aeroportos ou rodoviárias.
A legislação que vigora hoje classifica esse transporte como “fretamento” e, justamente por isso, não existem os incentivos dados a taxistas para compra de carros, pagamentos de impostos e realização de adaptações. Como o investimento é considerado alto e o retorno costuma ser baixo, há pessimismo em relação ao aumento dessa frota. 
Em Londres, sede dos Jogos de 2012, eram cerca de 400 táxis adaptados à disposição do público. "Dobraria minha frota caso fossem dadas às cooperativas condições semelhantes às que têm os taxistas”, afirma o dono da Especial Coop, Ronaldo João.
Cratera em passeio no Centro, bairro menos acessível
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Ele explica que hoje, por conta das características especiais, a compra de veículos de fretamento não prevê isenção de impostos como IPI e ICMS. “Por convenção, os valores da bandeirada e da quilometragem são mais altos. A vistoria de cada um dos veículos custa R$ 816,17; enquanto a dos táxis sai por apenas R$ 67,90. "Acredite se quiser, até hoje não temos locais destacados para desembarques no Centro”, explica ele, que sonha com reduções nos valores até a Olimpíada.
Não obstante, o serviço se torna para poucos. Que o diga o portador de hemiplegia (paralisia em um dos lados do corpo) Will Ribeiro. Morador do Grajaú, ele conta com a ajuda do irmão para chegar ao Morro do Andaraí, onde dá aula. A caminhada de pouco mais de dois quilômetros é árdua, com direito a tropeços nas pedras portuguesas (os maiores obstáculos no caminho de um cadeirante) e muita força para vencer os aclives da comunidade.
“É uma aventura. Em dias de chuva fica quase impossível”, diz Will, enquanto Wladimir emprega força para vencer um meio-fio. Tão ruim quanto as pedras portuguesas, só mesmo os paralelepípedos, encontrados aos montes pelo Centro.
O bairro de maior circulação da cidade (e de potencial histórico-turístico) é citado pela deputada como o “pior do Rio”. “Faltam rampas em quase todas as ruas, existem calçadas estreitas e pedras portuguesas aos milhares”, avalia.
No Arcos Rio Palace, na Rua Mem de Sá, na Lapa, rampa na entrada auxilia o acesso de cadeirantes
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Para ela, o legado da Copa do Mundo foi falho, e o entorno do Maracanã sintetiza o mau planejamento. “A passarela que liga o metrô ao estádio tem inclinação de mais de 50 graus. Ninguém consegue subir sozinho em uma cadeira de rodas”, explica.
Quartos adaptados quadruplicam
Mas nem tudo é motivo para lamentos paralímpicos. No que diz respeito à acessibilidade da rede hoteleira e recepção, o Rio evoluiu. Desde o ano passado, a Empresa Olímpica Municipal vem realizando treinamentos e blitzes em aeroportos para indicar os pontos a aperfeiçoar.
Além de noções de traquejo e orientações para recepção dadas aos funcionários desses locais, o projeto coordenado pela gerente de sustentabilidade do Comitê Olímpico, Tânia Braga, colhe frutos: os antes pouco mais de 20 quartos adaptados no Rio, em 2008, hoje chegam a 80 e podem superar 100 até o próximo ano. Alguns deles ficam no Arcos Rio Palace, na Lapa. O número ficaria bem próximo ao da Olimpíada de Londres.
Nos banheiros, notam-se algumas alterações: piso nivelado até o boxe; barras de apoio na privada e sob o chuveiro; torneiras ao alcance da mão
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
“Como não há obrigatoriedade nas adaptações, muitos hotéis não as fazem por conta dos custos altíssimos, quando se fala em alargamento das portas, por exemplo”, explica a deputada. Enquanto as cadeiras têm, em média, 80 centímetros de largura, a portas raramente excedem os 70 centímetros. As adaptações, além das portas, incluem a colocação de barras de segurança nas paredes, a troca de maçanetas das portas, o aumento dos boxes e a reavaliação das profundidades das banheiras, além da altura das camas.
De acordo com a legislação, até mesmo os hotéis com fachadas tombadas pelo patrimônio histórico podem contar com alterações em nome da acessibilidade. Seus interiores também podem ser alterados.

Fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro

Britânicos ressaltam falta de acessibilidade em BH


PARALIMPÍADA

Equipe paralimpíca da Inglaterra realizará treinamentos para RIo 2016 no Minas Tênis Clube


PUBLICADO EM 16/09/15 - 08h17
Com a realização dos Jogos Paralímpicos no Brasil, em 2016, muito se fala em locais de competições adaptados, com uma preparação especial para se receber os competidores que lutarão por medalhas na competição. Porém, a realidade inclusiva, pelo que parece, será restrita aos locais onde os jogos serão realizados.
A análise foi feita pela gerente de Pré-Jogos da Associação Paralímpica Britânica (BPA - sigla em inglês), Liz Mendl. Segundo ela, que tem vindo constantemente a Belo Horizonte acompanhar os para-atletas de seu país, eles encontraram muitas dificuldades no transporte, em transitar pelas calçadas da capital e de encontrar hotéis com estrutura para receber pessoas com qualquer tipo de deficiência.
“Estamos gostando muito desta experiência em Belo Horizonte, os atletas estão encantadíssimos com a acolhida que receberam. Mas tem alguns pontos que podemos destacar para que sejam melhorados. O transporte e as calçadas são bem problemáticos, especialmente para aquelas pessoas com deficiências visuais. Tivemos que orientá-los de uma forma cuidadosa por causa dos desníveis das calçadas e da falta de rampas. Teve um atleta cego que chegou a cair em um hotel porque ele foi se apoiar em uma espécie de parede giratória. São pequenas coisas, mas que precisam ser observadas”, ressaltou.

Fonte: http://www.otempo.com.br/superfc

Empresas testam novo elevador para acessibilidade em ônibus do RJ




Um novo modelo de plataforma elevatória para ônibus está sendo testado por três empresas do sistema rodoviário que opera no Rio de Janeiro. O objetivo, segundo a Fetranspor, é melhorar a acessibilidade no transporte de passageiros na cidade do Rio e na Região Metropolitana. Atualmente, os modelos utilizados no Rio são alvos de constantes reclamações por parte dos usuários.
A nova plataforma elevatória vem sendo testada para facilitar o embarque de passageiros em cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida. De acordo com a federação, a meta é tornar mais seguro e confortável o acesso de portadores de necessidades especiais aos ônibus.

Antes exposto e acoplado às carrocerias, o novo elevador agora vem embutido, como se estivesse guardado no bagageiro do veículo, sendo acionado pelo motorista ou cobrador somente quando necessário. O elevador foi testado pela Secretaria de Estado de Transportes e pelo Detro.

Os novos elevadores começaram a ser instalados em ônibus das empresas Vera Cruz, Braso Lisboa e Ideal. Na Vera Cruz, foram incorporados à frota das linhas intermunicipais que fazem a ligação entre a Baixada Fluminense e a Zona Oeste do Rio. O serviço especial para passageiros está disponível em dez ônibus das linhas Caxias-Freguesia e Caxias-Pau Ferro.

A empresa já encomendou mais dez unidades, que devem entrar em operação até o fim do mês, prazo para as adaptações necessárias e a regularização junto aos órgãos de controle e fiscalização. Outros 11 ônibus serão incorporados à frota da Ideal e da Braso Lisboa ainda no mês de setembro, e atenderão a linhas da Zona Norte da capital.